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Nascido em
Recife, Alexandre Santos teve formação escolar no antigo Colégio Marista, na
avenida Conde da Boa Vista. Depois de graduar-se em engenharia civil pelo Centro
de Tecnologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), cumpriu os cursos de
especialização em Transportes Urbanos e Trânsito, na Universidade Federal do
Ceará (UFCE), e de mestrado em Engenharia da Produção, na UFPE. Atualmente,
cursa o mestrado em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste.
Iniciou a atividade profissional no
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) do Ministério da Justiça, em
Brasília, tendo, em seguida, se transferido para a prefeitura da cidade do
Recife, onde já exerceu diversos cargos, inclusive a secretaria-adjunta de
Transportes e Obras.
Foi condecorado pela Ordem do Mérito
Capibaribe, no grau de Comendador.
Além de filiações a entidades profissionais
e sindicais, como ‘União Brasileira dos Escritores’, onde exerce o cargo de
presidente; ‘Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura’, onde milita na
Câmara de Engenharia Civil e preside as comissões de Ética e do Mérito, e
‘Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco’, Alexandre é membro do ‘Instituto de
Estudos Políticos e Sociais da Sociedade Pernambucana de Cultura e Ensino’,
‘Instituto Solidarista de Estudos Políticos e Sociais’, onde atua como
coordenador de formação política, e, finalmente, do ‘Clube de Engenharia de
Pernambuco’, onde exerce o cargo de Presidente.
É presidente da Academia de Artes e Letras
do Nordeste Brasileiro e secretário-gral da Academia Brasileira de Autores
Solidaristas.
Além de engenheiro da Empresa de Manutenção
e Limpeza Urbana do Recife, Alexandre é editor-geral do informativo ‘A Voz do
Escritor’, semanário da União Brasileira de Escritores, vice-presidente da
Associação de Ensino Superior de Pernambuco, membro do Conselho de Política
Cultural da Cidade do Recife e do Conselho Editorial da Revista Mercado S.A.
Alexandre Santos participou de diversas
antologias e, entre outros, já publicou os seguintes artigos e livros: A
inflação desmistificada; A propriedade dos meios naturais de produção; Os
conceitos de economia; Fortalecimento da Economia de Base Local; A inevitável
primavera; Teoria do Valor; Economia & Poder; Solidarismo: O Brasil para todos;
Subsidiariedade econômica: a opção decisiva; O desenvolvimento integrado dos
campos; O fim do ciclo liberal; O direito ao trabalho remunerado; A face oculta
do mercado; Curso básico de Matemática Financeira. Curso básico de Administração
de Materiais; Manual de administração de pequenas empresas; O moinho (publicado
em Cuba, pelo Editorial Arte y Literatura, sob o título ‘El molino’); O ato de
produção; O attaché; Bastidores & Camarins; e G’Dausbbash.
Livros de Alexandre
Santos:
Teoria do Valor
Apresentação do modelo solidarista de formação do valor dos bens econômicos
e das riquezas decorrentes. Recife: FUNDARPE, 1994.
O Moinho
Romance que trata da eterna luta pelo poder, num quadro marcado pela
globalização. Recife: Bagaço, 2001.
A Inevitável Primavera
Análise crítica do modelo de concentração econômica decorrente da prática do
liberalismo, explicando as razões e as conseqüências da chamada "Globalização
dos Mercados", apresentando o solidarismo como modelo econômico alternativo para
conduzir a humanidade a um Estado de Abundância Absoluta, "a inevitável
primavera". Recife: Ed. Sol, 1991.
Subsidiariedade Econômica: A Opção Decisiva
Apresentação de um modelo de crescimento econômico baseado no fortalecimento
econômico das menores entidades econômicas a partir das cooperativas, empresas
comunitárias, e da prática da economia de comunhão. Recife: CPCP, 1997.
Economia & Poder
Análise do processo econômico segundo seu relacionamento com as estruturas
de poder, apresentando as diferenças básicas entre o seus enfoques
antropocêntrico e plutocêntrico. Recife: IEPS-SOPECE, 1995.
Em Debate
Apresentação de 72 artigos publicados em jornais locais e regionais, sobre
temas políticos e econômicos da realidade nacional. Recife: CPCP, 1998.
O Direito ao Trabalho Remunerado
Análise das causas que levam ao desemprego, comprometendo a realização do
direito ao trabalho remunerado. Recife: CEPE, 1999.
Solidarismo: O Brasil para Todos
Apresentação dos fundamentos políticos e econômicos do solidarismo. Recife:
Ed. Sol, 1995.
O Debate Continua
Apresentação de 36 artigos publicados em jornais locais e regionais, sobre
temas políticos e econômicos, além de uma coletânea dos discursos eletrônicos
pronunciados na campanha presidencial de 1998. Recife: CPCP, 2000.
Crise – O fim do ciclo liberal
Análise das razões das freqüentes crises que debilitam o funcionamento das
economias de mercado, especialmente daquelas atreladas aos mercados de câmbio e
de outros ativos financeiros. Recife: CEPE, 1999.
A face oculta do mercado
Análise do funcionamento e manipulação do mercado. Recife: AESUPE, 2001.
O Elo Fundamental - Parte II
(O Desenvolvimento Integrado dos Campos)
Apresentação de um modelo de desenvolvimento social baseado na formação de
complexos sócio-agroindustriais. Recife: CEPE, 1998.
Curso Básico de Matemática Financeira
Apresentação dos fundamentos básicos da matemática financeira destinado a
alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de administração e similares.
Recife: SOPECE, 1995.
Curso Básico de Administração de Materiais
Apresentação dos fundamentos básicos da administração de materiais,
destinado a alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de administração e
similares. Recife: IEPS-SOPECE, 1996.
Curso Básico de Avaliação Financeira dos Projetos de Investimento
Apresentação os fundamentos básicos da avaliação financeira dos projetos de
investimento, inclusive dos seus principais métodos, destinado a alunos de
graduação e pós-graduação dos cursos de administração e similares. Recife:
IEPS-SOPECE, 1997.
A Administração de Pequenas Empresas em Tempos de Crise
Manual de administração de pequenas empresas que atravessam momentos de
dificuldade, com ênfase para os aspectos financeiros. Recife: AESUPE, 2000
O Ato de Produção
Análise do processo de formação do valor dos bens econômicos, com destaque
para sua importância para o funcionamento da economia real, inclusive para a
avaliação e reavaliação dos atos de produção.
Os Retirantes
Análise sociológica das migrações internas do país, principalmente rumo ao
estado de São Paulo, procurando demonstrar que o fenômeno representa um "jogo de
soma menor que zero" (no qual todos perdem). Recife: CEPE, 1986.
O Attache
Novela que narra as hipotéticas aventuras amorosas vividas por um adido
militar belga nos corredores da ONU. Comédia. Recife: Bagaço, 2002.
G'Dausbbah
Livro de poemas, com destaque para o épico G'Dausbbah, que conta a a
história da resistência de um povo contra estrangeiros invasores. Recife: CEPE,
2006.
A seguir o poema
G’Dausbbah, composto em março de 2004.
O desejo de sangue
Depois de um breve descanso,
já refeita da peleja em que feriu e matou,
a besta acordou,
pronta para uma nova jornada de ódio, cobiça e ranço.
Olhos injetados,
Hálito sepulcral,
Couro rachado,
Voz infernal.
Queria espalhar dores e sofrimentos.
[queria] empestar o mundo com tristezas e tormentos.
[queria] sufocar a paz, estimular atritos.
[queria] semear a intriga, colher gritos.
Queria ouvir o lamento dos exilados.
[queria ouvir] o arfar dos mutilados.
[queria ouvir] o pranto dos vencidos.
[queria ouvir] o suspiro dos foragidos.
Queria esmagar a felicidade.
[queria] festejar a maldade.
[queria] regar a terra com o sangue fresco das crianças.
[queria] salpicar o vento com o cheiro acre das matanças.
Ao léu escolheu um alvo no qual pudesse despejar sua sanha.
Um lugar no qual pudesse agir impune, sem manha.
Um povo no qual pudesse seu ódio cravar.
Um momento no qual pudesse ferir, massacrar, matar.
Os preparativos da invasão
Convocou os senhores das guerras.
Bestas sempre ávidas por mais ouro e terras.
Determinou os horrores.
Cobrou suplícios e dores.
A guerra
Um sinal, um rufar, a máquina estúpida foi movida
Promessa de dor, desespero, alma ferida
A girândola macabra funcionou
A terra tremeu, o mundo mudou.
O ribombar dos canhões
O silvo diabólico dos aviões
A lava em brasa dos vulcões
A cadência mortal das legiões
O mal chegou.
Querendo riqueza, matou,
querendo poder, esfolou,
querendo prazer, torturou.
Por onde passou,
Um lamento ecoou.
Um rastro de angústia e ruína,
Violência, brutalidade e rapina.
A devastação
Onde deveria haver
amor, cuspiu rancor.
Onde deveria haver alegria, plantou agonia.
Onde deveria haver luz, pintou escuridão.
Onde deveria haver flores, espalhou temores.
O que deveria exalar perfume, cheirava estrume.
O que deveria viver em festa, pranteava o luto.
O que deveria exibir fartura, rachava em pedras.
O que deveria estar em paz, se debatia em ódio.
Negando clemência aos deserdados,
Apontando lanças e dardos
A besta insuflou o ataque final
Até impor um silêncio mortal, a vida sem sal.
A ocupação
Em meio às trevas a
besta exultou o mal.
Imaginou um mundo infernal,
De miséria universal,
Deserto sem igual.
Reino da mentira, desencanto, solidão.
Sombras, labaredas, tempestades, escuridão.
Cheiros e choros da dor sem fim.
Serpentes e dragões em maligno festim.
A reação
Mas o sol não se
apagou
a paz das armas não vingou.
Um tênue facho brilhava na alma reprimida
Um fio de vida animava a carne ferida
Na procissão dos exilados, o desejo da volta.
Na vitrine dos mutilados, a rebeldia contida,
Na mesa dos vencidos, a lembrança da comida.
No medo dos foragidos, o germe da revolta.
Em cada gesto um aviso
Em cada olhar um sinal
Em cada toque, um convite
Em cada lamento, um desafio
E o povo de Deus se levantou
Lutou
Reagiu
Ressurgiu
Em cada casa, uma trincheira,
Em cada rua uma bandeira,
Em cada praça, uma batalha,
Em cada cidade uma fornalha.
A expulsão
O tempo passou.
A resistência cresceu.
quando pode, mordeu.
quando precisou, correu.
Avançou,
recuou.
Fustigou,
pressionou
Sob relâmpagos e trovões,
Anjos e santos, piratas e ladrões.
O fim de um tempo de enxofre, eclipse, clarões.
O fim de um tempo de pesadelos e visões.
Diante do sonho de liberdade, o homem se fez forte.
Diante do medo da liberdade, a besta temeu a morte.
Os anjos louvaram a vitória.
Os demônios escafederam-se na história.
O sol surgiu.
Um sorriso se abriu.
A música soou.
A festa começou.
Paz e Glória
Os mares borbulharam
beijos.
Os campos brilharam estrelas.
O fogo ardeu paixões.
O céu espelhou encantos.
Onde havia rancor, brilhou o amor.
Onde havia escuridão, brotou luz.
Onde havia horrores, desabrochou flores.
Onde havia agonia, sorriu a alegria.
O que cheirava estrume, exalou perfume.
O que pranteava luto, viveu festa.
O que rachava em pedras, exibiu fartura.
O que se debatia em ódio, proclamou a paz.
E, enfim livre, o povo pode viver.
Em festa, desfrutou o fruto permitido.
Em paz, degustou o mel proibido.
Em gozo, saboreou a verdade escondida.
Milhões de asas, tontas de luz,
singraram o céu azul.
[Elas] comemoram o raiar do sol,
a chegada da paz,
vida sem rancor,
um mundo só de amor.
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