Carlos Cavalcanti
Contista e poeta

 

Carlos Cavalcanti

 

Carlos Cavalcanti é paraibano radicado em Pernambuco, bacharel em Relações Públicas, poeta e contista.

Pertence às seguintes instituições literárias:

Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda; União Brasileira de Escritores – UBE; União Brasileira de Trovadores – UBT; Sociedade Brasileira de
Médicos Escritores – SOBRAMES; Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda (PRESIDENTE); Academia de Letras e Artes do Nordeste – ALANE; Academia Recifense de Letras e Instituto Histórico de Olinda. Todas em Pernambuco.

Livros Publicados:

“Caminhos da Vida”, “Reflexos de Terra e Sol” e “Sertanidade”.

Em editoração: GÊNESE DO TEMPO.

Participa de várias antologias poéticas.


ENDEREÇO: Rua Ferreira Lopes, 223 – Apto 601 – Parnamirim
Recife – PE CEP 52.060-200.

Fone: 81.3269.6606; Fax 3269.6409 e CEL. 81.99455781

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O CANTOR DA MINHA CASA.

Cinzazuladas plumas do Sanhaço
que vem diariamente à minha casa.
Num movimento brando em cada asa
pousa na planta verde do terraço.

Um canto sonoroso se extravasa
daquele bico a exprimir compasso,
soltando o sibilar no vasto espaço,
o peito inspira o ar que aos poucos vaza.

Escuta diariamente a minha fala.
Ousado e curioso adentra a sala
e bate fortemente na vidraça.

De repente, num gesto formidando,
acerta aporta e logo sai voando,
depois que o coração se me espedaça.


CARRO DE BOIS


Na penúria da sede, o rio São Francisco
acode prontamente o povo do sertão.
Na seca pavorosa, ausente de chuvisco,
vai o carro de bois na grita do cocão.

Distante da invernada em noites de corisco,
na tarde em pleno sol, sentado no cambão,
carreiro acostumado amansa boi arisco
atado junto ao coice, a bico de ferrão.

Na fonte cristalina, a junta de bois bebe,
o velho sertanejo, atento, já percebe
que o boi matando a sede incontinenti baba.

Tonel abastecido esborra no sobejo,
o boi de carro salva o lar do sertanejo,
a sede rude e atroz naquele instante acaba.
 

 

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